BastidoresPA
Seja bem vindo torcedor paraense!!! Nesse blog você encontrará matérias à respeito do nosso futebol local.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022
Novo formato da Série C
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022
Os famigerados gramados paraenses
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022
Ronald e a falta de um lateral esquerdo
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022
Paysandu, 108 anos de glórias!!!
Foto: Reprodução/Web]
O Paysandu completa hoje 108 anos. Um clube repleto de glórias e com uma torcida fantástica. Ao todo são uma Copa Norte, duas Copas Verde, uma Copa dos Campeões, dois Campeonatos Brasileiros e 49 estaduais onde é o clube com mais títulos no estado. O Papão também se orgulha de ser o único clube do norte do país a ter disputado uma Libertadores da América. Isso foi um feito histórico e marcante no nosso futebol. Ainda mais se lembrarmos a boa campanha realizada. Aquele sem dúvida foi um ano inesquecível e com jogadores memoráveis.
Na verdade aquele período, início dos anos 2000, talvez tenha sido o melhor momento da história do Papão. Se relembrarmos que o clube foi campeão brasileiro, disputava a Série A, ganhou a Copa dos Campeões e chegou a Libertadores vamos perceber que momento mágico os Bicolores viveram. O time do Paysandu era incrível e batia em qualquer clube brasileiro, principalmente jogando em Belém.
Infelizmente o clube caiu. Foi mal administrado e seu futebol foi tratado de maneira irresponsável por muitos que lá estiveram. O Paysandu de hoje não é o Paysandu real. Quem sofre com isso são os torcedores que há anos são obrigados a se contentarem com pouco.
Mas dias melhores há de chegarem. A torcida merece voltar a sorrir. O Papão é gigante e umas das marcas mais interessantes do país, é preciso saber trabalhar em cima dela. A todos Bicolores ficam as minhas felicitações e meu desejo de dias melhores. O Paysandu Sport Club é grandioso e mostrará sua força de novo.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2022
Japiim a espera do Leão
Foto: Divulgação/Pietro Carpi/EC Vitória
O Castanhal vai encarar o Vitória-BA na primeira fase da Copa do Brasil. Se compararmos os três adversários dos nossos clubes (Vitória, Novorizontino e Trem-AP), o Japiim pegou o clube mais tradicional. Porém, atualmente o Leão Baiano vive um momento muito mais complicado que o Novorizontino, adversário da Tuna Luso.
O Vitória vive momentos complicados há algum tempo e o rebaixamento à Série C em 2021 foi a gota d'agua. Para a temporada 2022, a diretoria do cube contratou cerca de 20 jogadores, número muito elevado mas que mostra que a intenção é mudar tudo que ocorreu de errado em 2021. O experiente meia Jádson, 38, que estava no Athletico Paranaense é o grande nome desses reforços. Que também conta com o atacante Guilherme Queiróz, 31, autor de sete gols na temporada passada pelo Novorizontino.
Se cerca de 20 jogadores chegaram, obviamente cerca de 20 atletas saíram do elenco nesse intervalo entre as temporadas. Ainda é cedo para saber qual a cara desse Vitória, mas o clube fez movimentações em busca do acesso à Série B e será um adversário difícil para o Castanhal. Contudo considero que o Japiim tem chances de conseguir sua classificação mesmo tendo a desvantagem em caso de empate. Como disse o Vitória passa por um período de transição e de certa instabilidade, é saber aproveitar.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2022
Nossos clubes e a SAF
Desde o ano passado já é permitido aos clubes brasileiros se transformarem em clube empresa, a famosa "SAF" (Sociedade Anônima do Futebol). Mediante a essa permissão, os presidentes de Remo, Fábio Bentes, e Paysandu, Maurício Ettinger, deram o ponta pé inicial nessa ideia de transformação. Ambos mandatários informaram que empresas foram contratadas para avaliar o valor de mercado dos seus respectivos clubes. Tomaram essa atitude pois o discurso dos dois presidentes são bem parecidos a respeito disso. Tanto o Bentes quanto o Ettinger afirmam que o futuro dos clubes brasileiros será virarem clubes empresas.
Mas o que isso mudaria na prática?
Esse é um assunto complexo e que está iniciando no país. Como exemplos temos o Cruzeiro que foi adquirido pelo ex-jogador Ronaldo por 400 milhões de reais (90% do clube) e o Botafogo que foi comprado pelo bilionário americano John Textor. Não podemos avaliar ainda como estão nesse novo ciclo pois as aquisições não possuem nem um mês, mas já dá para perceber um pensamento mais empresarial na gestão. Gestão empresarial, essa é a primeira ação que um clube que virou SAF sofre. O planejamento inicial é reduzir custos, pagar dividas e viabilizar o clube. Então se o Remo e Paysandu fossem vendidos essa ação, teoricamente, já sofreriam.
No caso dos nossos clubes pode ser uma saída interessante. Mas é preciso o torcedor ter cuidado e paciência. O pensamento natural de alguns torcedores é que vai chegar um milionário, por dinheiro a todo direito no clube, sair contratando jogadores "galáticos" e pronto. Mas não é bem assim. Apenas observar como estão agindo no mercado o Cruzeiro e o Botafogo. Já imaginaram se todos os clubes brasileiros virassem SAF? Teria título para todo mundo? Não. Então calma.
O empresário quando compra um clube, ele compra pois é um investimento que ele acredita que pode dar retorno. Então primeiro ele toma aquelas ações para viabilizar o clube e depois parte com planejamento para ter seu retorno financeiro também. Afinal ele não é torcedor e sim o dono. Porém, a torcida está interessada em ter um grande time e uma equipe vitoriosa. Daí pode surgir um conflito de interesse. Claro que os donos querem ganhar títulos, afinal conquistas valorizam a marca. Entretanto, para muitos donos de clubes essas conquistas surgem como uma possível consequência e não que sejam a razão principal do seu planejamento.
É preciso que os donos dos clubes entendam que ser dono de uma instituição de futebol e de uma empresa comum é bem diferente. Ninguém ama ou torce por uma empresa, já os clubes é a razão de alegria e de amor de milhões de pessoas. Essas pessoas não estão apenas interessadas em ter um time saudável financeiramente e bem gerido, elas querem vitórias, títulos.
Teremos que esperar para ver se desse mato sai algum cachorro. O que temos de certo atualmente é que esse modelo tradicional de gestão não está levando Remo e Paysandu a lugar algum. Não precisa virar SAF para fazer um bom planejamento no futebol, vejam o Fortaleza, mas algo precisa ser feito pois estamos muito atrás de outros clubes nacionais.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2022
Ricardinho pode ser o maestro Bicolor?
O meio-campista Ricardinho fez uma grande estreia com a camisa do Paysandu no jogo contra o Bragantino. De cara já deu seu cartão de visitas que pode ser fundamental na campanha do clube na Série C e a resposta da pergunta do título do artigo é sim, Ricardinho tem todas as condições de comandar esse meio-campo Bicolor.
Claro que devemos ter todo cuidado para afirmar, por isso não afirmei e sim interroguei, pois estamos falando apenas de uma partida em que atuou. Porém, se analisarmos o tanto que jogou nas ultimas temporadas, principalmente no Ceará, percebemos que foi uma boa contratação. No Ceará ele virou um idolo recente e deixou o clube para vestir uma camisa pesada do nosso futebol que é a do Botafogo. No Rio não foi muito aproveitado, mas agora será em Belém.
Observando essa estreia me veio na cabeça qual função e posição de campo seria melhor para o atleta. Ricardinho começou o jogo como um segundo volante, mas aos 36 anos e com uma dificuldade na marcação talvez não seja a melhor posição. Também não o vejo como aquele 10 tradicional. Então penso que se ele for testado como um terceiro homem de meio-campo, sem tanta obrigação defensiva para fazer uma marcação mais fechada ele poderia render ainda mais. Principalmente quando o Paysandu não tiver a bola. Com a bola ele poderia recuar mais um pouco e iniciar a jogada com mais qualidade. Embora se tivesse um outro volante com essa qualidade seria o ideal.
Ou seja, como terceiro homem de meio-campo ele teria até mais liberdade para trabalhar com a bola e essa é a sua principal qualidade. O Ricardinho trabalha bem a bola, sabe o que faz com a pelota, dá ritmo ao jogo e tem um ótimo passe. É saber aproveitar essas qualidades ao mesmo tempo tentando desgastar menos o jogador que já está mais no final de sua carreira que do início dela.