quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Novo formato da Série C



        A Série C 2022 sofrerá significativas mudanças em relação a edição de 2021. Agora ao invés de termos dois grupos regionalizados com 10 equipes cada, teremos um turno com 19 rodadas onde todos os clubes se enfrentarão. Após essa primeira fase, os oito melhores colocados seguem para um quadrangular semifinal e os quatro últimos estarão rebaixados à Série D.

        Essa mudança ainda não é a ideal, mas melhora o campeonato. O ideal seria fazer turno e returno como nas Série A e B. Mas você "nacionalizar" a primeira fase da Série C é muito válido. A competição fica mais atraente e com isso pode ter mais investimentos. 

        Mas não é que vieram mudanças positivas que a Série C passa a ser uma competição de peso para o Remo e Paysandu, pelo contrário. Tanto esportivamente quanto financeiramente a Série C não atinge o patamar que nossos clubes precisam estar. Na questão financeira cada representante receberá 250 mil pela participação. Esse valor representa apenas 3% do valor do piso que receberão os clubes na Série B. Ou seja, Remo e Paysandu precisam sair urgentemente da terceira divisão nacional. Precisam evoluir. 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Os famigerados gramados paraenses

                                            Lindoberto Filho / Ascom Independente




        A situação dos gramados paraenses mais uma vez é assunto. Toda temporada nos deparamos com gramados em péssimos estados. Chegamos ao ponto de que se vermos um gramado "apenas" ruim já nos damos por satisfeitos. O estopim foi quando a FPF acatou o pedido do Paysandu e desmarcou o jogo contra o Independente que estava marcado para ocorrer no Navegantão, em Tucuruí. Decisão essa acertada e que já deveria ter sido tomada desde o início da competição uma vez que já tivemos dois jogos do Parazão no Estádio. 

        A grande questão é que não deve-se ajeitar o gramado como precisa até o final da competição. Sendo que essa situação já era para ter sido providenciada bem antes de iniciar o certame. Porém, isso não é uma exclusividade do Navegantão. O Diogão, a Arena Verde, o Maximino Porpino, o Souza entre outros estádios estão com um gramado muito ruim. É como disse, nós torcedores do futebol paraense parece que já nos acostumamos com campos ruins e que isso já entrou numa normalidade para acompanhar uma partida. O nível técnico do Parazão é fraco e com esses gramados piora ainda mais. 

        Além de que o próprio produto "Campeonato Paraense" se desvaloriza. A pessoa está na casa dela assistindo e perde o interesse pois vê um jogo muito truncado e com nível técnico baixo. Assim apenas assistirá quem for torcedor da equipe que está jogando. Espero que um dia tenhamos uma competição que permita que o jogo role da maneira que tenha que acontecer e que não coloque em risco a integridade física dos atletas. Ninguém está pedindo padrão europeu, mas esse "padrão paraense" também ninguém merece.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Ronald e a falta de um lateral esquerdo

O jovem atacante Ronald, 19, foi titular do Clube do Remo nos dois jogos que a equipe realizou na temporada. Ele e o meio-campo Pingo, 19, são os dois jogadores revelados pelo Leão que estão no onze titular da equipe. Nota-se desde que foi lançado, em 2020, que a principal característica do atacante é a sua velocidade. O jogador atua como um verdadeiro ponta esquerda e com espaço para correr pode causar perigo ao adversário. Claro que ainda falta ser mais lapidado. Muitas vezes é afobado no lance e acaba tomando a decisão errada, como também precisa evoluir nas finalizações. Porém tem potencial e margem para crescer. Agora além dessas questões individuais citadas, outra situação que poderia ajuda-lo é a da lateral esquerda. Quem é o titular do Leão na posição é o Paulo Henrique, 29, recém contratado do Concórdia-SC. Sei que está no início da temporada e apenas atuou em dois jogos, mas considerando essas duas atuações e o seu histórico recente é bom a diretoria azulina ficar com o sinal amarelo ligado a respeito dessa posição. Vamos ligar os pontos. Percebeu-se nesses jogos que o Ronald muitas vezes não tem um apoio, de qualidade, do Paulo Henrique. Isso acaba o prejudicando pois em vários lances que poderia acontecer uma jogada mais trabalhada o atacante acaba ficando muito isolado e assim é mais fácil ao adversário de conter as jogadas, principalmente se essa equipe jogar com linhas mais baixas. Creio que seja de fundamental importância para o seu jogo ter esse apoio em campo. Como também do meio-campo. É interessante ter jogadores próximos ao atacante para uma tabela ou até uma triangulação. Talvez o Ronald nem esteja pronto para ser o titular do Leão, embora eu aprove essa titularidade do momento pois entre as opções ofensivas é uma das melhores para se apostar. Mas o seu jogo pode também evoluir não apenas na questão individual como na coletiva. Portanto penso que a princípio um lateral esquerdo com mais qualidade ofensiva poderia beneficia-lo e logo beneficiaria todo time.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Paysandu, 108 anos de glórias!!!

 


  


                                Foto: Reprodução/Web]


      O Paysandu completa hoje 108 anos. Um clube repleto de glórias e com uma torcida fantástica. Ao todo são uma Copa Norte, duas Copas Verde, uma Copa dos Campeões, dois Campeonatos Brasileiros e 49 estaduais onde é o clube com mais títulos no estado. O Papão também se orgulha de ser o único clube do norte do país a ter disputado uma Libertadores da América. Isso foi um feito histórico e marcante no nosso futebol. Ainda mais se lembrarmos a boa campanha realizada. Aquele sem dúvida foi um ano inesquecível e com jogadores memoráveis. 

        Na verdade aquele período, início dos anos 2000, talvez tenha sido o melhor momento da história do Papão. Se relembrarmos que o clube foi campeão brasileiro, disputava a Série A, ganhou a Copa dos Campeões e chegou a Libertadores vamos perceber que momento mágico os Bicolores viveram. O time do Paysandu era incrível e batia em qualquer clube brasileiro, principalmente jogando em Belém.

        Infelizmente o clube caiu. Foi mal administrado e seu futebol foi tratado de maneira irresponsável por muitos que lá estiveram. O Paysandu de hoje não é o Paysandu real. Quem sofre com isso são os torcedores que há anos são obrigados a se contentarem com pouco.

        Mas dias melhores há de chegarem. A torcida merece voltar a sorrir. O Papão é gigante e umas das marcas mais interessantes do país, é preciso saber trabalhar em cima dela. A todos Bicolores ficam as minhas felicitações e meu desejo de dias melhores. O Paysandu Sport Club é grandioso e mostrará sua força de novo. 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Japiim a espera do Leão

                                            Foto: Divulgação/Pietro Carpi/EC Vitória


        O Castanhal vai encarar o Vitória-BA na primeira fase da Copa do Brasil. Se compararmos os três adversários dos nossos clubes (Vitória, Novorizontino e Trem-AP), o Japiim pegou o clube mais tradicional. Porém, atualmente o Leão Baiano vive um momento muito mais complicado que o Novorizontino, adversário da Tuna Luso. 

        O Vitória vive momentos complicados há algum tempo e o rebaixamento à Série C em 2021 foi a gota d'agua. Para a temporada 2022, a diretoria do cube contratou cerca de 20 jogadores, número muito elevado mas que mostra que a intenção é mudar tudo que ocorreu de errado em 2021. O experiente meia Jádson, 38, que estava no Athletico Paranaense é o grande nome desses reforços. Que também conta com o atacante Guilherme Queiróz, 31, autor de sete gols na temporada passada pelo Novorizontino.

        Se cerca de 20 jogadores chegaram, obviamente cerca de 20 atletas saíram do elenco nesse intervalo entre as temporadas. Ainda é cedo para saber qual a cara desse Vitória, mas o clube fez movimentações em busca do acesso à Série B e será um adversário difícil para o Castanhal. Contudo considero que o Japiim tem chances de conseguir sua classificação mesmo tendo a desvantagem em caso de empate. Como disse o Vitória passa por um período de transição e de certa instabilidade, é saber aproveitar.