segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Os famigerados gramados paraenses

                                            Lindoberto Filho / Ascom Independente




        A situação dos gramados paraenses mais uma vez é assunto. Toda temporada nos deparamos com gramados em péssimos estados. Chegamos ao ponto de que se vermos um gramado "apenas" ruim já nos damos por satisfeitos. O estopim foi quando a FPF acatou o pedido do Paysandu e desmarcou o jogo contra o Independente que estava marcado para ocorrer no Navegantão, em Tucuruí. Decisão essa acertada e que já deveria ter sido tomada desde o início da competição uma vez que já tivemos dois jogos do Parazão no Estádio. 

        A grande questão é que não deve-se ajeitar o gramado como precisa até o final da competição. Sendo que essa situação já era para ter sido providenciada bem antes de iniciar o certame. Porém, isso não é uma exclusividade do Navegantão. O Diogão, a Arena Verde, o Maximino Porpino, o Souza entre outros estádios estão com um gramado muito ruim. É como disse, nós torcedores do futebol paraense parece que já nos acostumamos com campos ruins e que isso já entrou numa normalidade para acompanhar uma partida. O nível técnico do Parazão é fraco e com esses gramados piora ainda mais. 

        Além de que o próprio produto "Campeonato Paraense" se desvaloriza. A pessoa está na casa dela assistindo e perde o interesse pois vê um jogo muito truncado e com nível técnico baixo. Assim apenas assistirá quem for torcedor da equipe que está jogando. Espero que um dia tenhamos uma competição que permita que o jogo role da maneira que tenha que acontecer e que não coloque em risco a integridade física dos atletas. Ninguém está pedindo padrão europeu, mas esse "padrão paraense" também ninguém merece.

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